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quarta-feira, 9 de maio de 2012

A comunicação informal usada de maneira inteligente

Por Luisa Petry

Atualmente, os “olhos” das organizações estão muito voltados aos seus funcionários, pois os processos, o bom relacionamento e o alcance dos objetivos da empresa dependem do trabalho de cada um. Fica cada vez mais nítido que elas estão interessadas em motivar e capacitar equipes, além de estarem atentas aos desejos, opiniões e ideias de seus colaboradores. Houve um processo de conscientização de que todos esses aspectos também influenciam seus resultados financeiros e principalmente, a consolidação de sua imagem e reputação frente aos seus públicos de interesse.

Por estes motivos, a comunicação informal tornou-se relevante dentro das organizações. Geralmente, ela era subestimada pelas pessoas, vista com maus olhos e existia uma convicção que ela deveria ser evitada de qualquer modo. No entanto, com ressalva aos boatos e fofocas, percebeu-se que esse tipo de comunicação pode ser um sinalizador da necessidade de um melhor conhecimento do que pensam os colaboradores. Sem ela, o processo de comunicação fica fragilizado.

Muitas vezes, aquela conversa "inocente" na hora do cafezinho, pode ser o momento de maior manifestação das angústias encontradas no dia a dia do trabalho, além de opiniões sobre as necessidades da empresa, que poderiam ser mediadas por um líder disposto a "abraçar a causa" e claro, melhora-la. São momentos e informações ricas para a organização, que poderiam posiciona-la a uma mudança benéfica a todos os envolvidos.

    

A comunicação informal já faz parte do processo de  gestão de uma empresa. Momentos que favorecem conversas informais, onde todos estão em igual situação (como almoços, confraternizações, aniversários, happy hours, ...), podem incitar raras manifestações a respeito de determinado assunto que dificilmente apareceriam em conversas formais  em um ambiente de trabalho. Na maioria das vezes, os líderes não estão preparados para analisar e enfrentar esses fatores, e esquecem que isso pode influenciar na produtividade e nas tomadas de decisão.

Deve-se destacar também a importância das informações atuais e ainda não documentadas, comunicadas de maneira interpessoal e visual, as quais os líderes devem estar atentos, pois possuem detalhes sutis e quase imperceptíveis, que podem dizer muito. É por isso que, a comunicação informal também nos auxilia na visão do clima organizacional e na reação de seus colaboradores à possíveis mudanças.

Eis a grande vantagem deste tipo de comunicação em relação a comunicação formal: a diminuição dos obstáculos encontrados nas relações possibilita uma maior franqueza na troca de informação, tornando os relacionamentos mais estreitos e auxiliando na proposição de soluções e principalmente, na confiança de que determinada situação pode ser melhorada se tiver o engajamento de todas as partes. Em suma, isso pode explicar sua força.

A comunicação informal contudo, já é considerada uma ferramenta fundamental na gestão administrativa das organizações, e ao contrário do que muitos pensavam, não deve ser "abafada com panos quentes" ou  em outros casos extinta, mas sim utilizada em benefício da organização e do bem estar de seus colaboradores.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Criatividade e motivação no ambiente de trabalho

Por Jéssica Medeiros

O ambiente de trabalho pode dizer muito sobre uma organização. Se o ambiente é sério e formal demais, é provável que as pessoas que ali trabalham não estejam muito confortáveis, no entanto, um escritório, colorido, arejado e claro, é constituído por profissionais mais alegres, motivados e comunicativos. A partir disso, podemos relacionar a qualidade e motivação dos ambientes de trabalho com a comunicação informal dentro das organizações.

Dependendo da cultura da empresa, o ambiente corporativo pode ser menos ou mais divertido. Porém, independentemente da área de atuação da organização, climas mais descontraídos são necessários para permitir a manifestação de ideias, muitas vezes proveitosas, que em um ambiente mais formal sequer seriam pronunciadas. Prova disso são os famosos brainstorms realizados pelos profissionais quando precisam de ideias inovadoras. Em um clima mais descontraído em que vale falar tudo sem ser julgado e onde qualquer insight pode ser valioso, a criatividade flui sem esforço.


Um exemplo de empresa, que une todos esses atributos (ser sinônimo de criatividade e inovação, possuir um ambiente/clima organizacional bem descontraído e informal) é o Google. Seus escritórios são coloridos, divertidos, possuem salas de jogos com vídeo games, mesa de bilhar, patinetes e outros eletrônicos que estimulam seus colaboradores no desenvolvimento de suas atividades.

Esse caráter livre, não submetido às regras e normas ditatoriais oriundas da alta administração, nasce espontaneamente da convivência grupal, do diálogo e troca entre os participantes. Por isso, deixar o clima organizacional mais divertido não significa esquecer que é preciso atingir resultados, não é deixar de lado a seriedade e o compromisso que é assumido com a empresa e seus clientes. É simplesmente deixar a criatividade fluir no momento oportuno!
O próprio Google comprova que as melhores ideias e invenções de seus funcionários ocorrem nesses momentos descontraídos. Nos 10% de tempo que eles têm para fazer o que realmente querem, os funcionários produzem mais do que nos 90% restantes, que ficam em suas mesas na frente de um computador. Em suma, uma empresa deve analisar cuidadosamente os benefícios que pode ter ao assumir um viés mais informal, um líder mais espirituoso, uma equipe mais entrosada, um ambiente menos sisudo.

Como já temos visto no decorrer das publicações, a comunicação informal é inevitável. Os indivíduos agregam uns aos outros ao formarem grupos, e por isso devem usar da comunicação como ferramenta em prol da organização, uma vez que a informalidade costuma revelar o que está implícito nas relações. Sem esse sistema, tornar-se-ia impraticável o desenvolvimento do espírito de equipe, das motivações e da identificação pessoal com a empresa.