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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Bate-papo qualifica funcionários

Por Jéssica Medeiros

Ao longo das discussões em nosso blog, percebemos a importância e diferença que a comunicação informal faz no contexto organizacional. No entanto, às vezes no próprio dia a dia, não conseguimos ver os benefícios que, por exemplo, um simples bate-papo trás aos funcionários.

A conversa descontraída, o bate-papo de corredor e até a parada para o cafezinho são muito importantes dentro de uma organização. São nestes momentos que os funcionários criam vínculos com seus colegas de trabalho, trocam experiências, e principalmente falam o que realmente querem, esperam e estão sentindo a respeito de seu contexto profissional. Ambientes descontraídos, onde a flexibilidade "tem vez", são favoráveis para as pessoas se sentirem mais a vontade umas com as outras, já que não existe uma "pressão" nos relacionamentos interpessoais.

Essa troca de experiências em uma simples conversa pode às vezes ser muito mais eficiente do que um investimento no treinamento de funcionários (não desmerecendo a importância deste último). O fato é que as pessoas aprendem observando o trabalho do próximo com seus erros e acertos. Portanto, nada melhor do que aprender algo por meio de um conselho ou "toque" de um amigo de trabalho ao longo de uma conversa sem represálias.

Os benefícios do bate-papo não são só de funcionário para funcionário, mas também do funcionário para com seus clientes. Uma pessoa que sabe se expressar, que mantém um diálogo mais leve e espontâneo, consegue muitas vezes cativar e capitar mais clientes. Afinal de contas, é muito desagradável conversar com uma pessoa que não nos olha nos olhos, é "fria" e só expõe aquilo que é extremamente necessário.
O bate-papo resumidamente é isso: olho no olho, quebrar o gelo e barreiras para que se possam construir relações.

Desse modo, as organizações devem estar cada vez mais atentas e devem se permitir conviver com a comunicação informal. Lógico que devemos estabelecer diálogos e reuniões mais formais entre os colaboradores quando necessário, mas sem esquecer que a principal carência da humanidade hoje é construir relacionamentos duradouros e que gerem bons frutos. Talvez se as pessoas se deixassem levar por uma boa e leve conversa, os pré-conceitos pudessem ser ultrapassados, facilitando o bom relacionamento organizacional e interpessoal.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Liderança Informal

Por Bianca Ferrari

Muito comumente as organizações se preocupam em manter um canal direto de comunicação com os gestores de cada área, para que eles transmitam a seus funcionários as informações corretas e no tom que a empresa deseja informar. Mas não se pode esquecer os líderes informais, um grupo importantíssimo com quem se deve manter um diálogo simétrico de mão dupla. 

O líder informal é uma pessoa comum, que atrai naturalmente para si responsabilidades de aconselhar, orientar, ouvir, ler, analisar e até mesmo dar a palavra final a respeito de determinado assunto. Seus colegas de trabalho o admiram, confiam e, conseqüentemente, aumentam sua credibilidade. Geralmente esta personalidade é eleita por ter competências técnicas extraordinárias, conhecimento, inteligência, comportamento ético, autenticidade e acima de tudo ótimo relacionamento interpessoal que o leva a transitar tranquilamente entre os mais diversos setores.

O respeito que ele conquista provem também de sua capacidade de manter o espírito de coletividade, o que o aproxima mais dos funcionários. Muitos líderes formais não têm um contato direto com seus subordinados, pois estão inseridos em um cenário mais burocrático, de risco, em que o funcionário teme dizer tudo o que pensa ou não tem coragem de pedir uma opinião com medo de que seus erros possam ser apontados e utilizados contra ele. Já a liderança informal faz parte de uma atmosfera mais descontraída e amigável em que as pessoas o reconhecem por si só, sem nomeações oficiais. 

Devido ao seu alto poder de mobilização e facilidade comunicacional, as organizações devem mapear esses influenciadores e traçar estratégias para tê-los como aliados da comunicação interna. Um líder informal bem amparado comunica com facilidade e leva ao departamento de comunicação as informações necessárias para um bom planejamento de ações.  É importante que a organização os ouça e respeite, sem necessariamente querer transformá-lo em um líder formal, o que pode gerar até um efeito de rejeição perante o público que se reúne em volta dele.

Dessa forma, evidencia-se como a “informalidade” é importante e deve ser levada em consideração para que a comunicação interna de uma empresa seja eficiente, alcançando todos os públicos desejados.

Referência: http://www.administradores.com.br/informe-se/producao-academica/comunicacao-informal/51/