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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Grupos Informais na Comunicação

Por Bianca Ferrari

Dentro das organizações há equipes constituídas por pessoas e cargos definidos, estabelecidos formalmente em organogramas. Mas fora desse círculo de amizades, há também as pessoas que formam grupos “devido, principalmente, à afinidade e interesses em comum”, como diz Olavo Barros, estagiário de mídias sociais de uma grande agência de comunicação. A partir de então se formam os chamados grupos informais.

Esse tipo de grupo não se restringe ao ambiente de trabalho e por isso pode ser difícil detectá-los, como descreve Olavo, “por mais que a gente evite (eu pelo menos evito o quanto posso) falar de trabalho fora da agência, é impossível separar as coisas totalmente. Somos amigos/companheiros de balada ao mesmo tempo em que somos colegas de trabalho.”, mas  eles podem auxiliar no contexto formal da comunicação, “vamos conhecendo as pessoas e percebendo também por esses encontros informais como elas são, o que torna esse processo prazeroso, divertido e que se mostra, muitas vezes, bastante eficiente para que algumas decisões sejam tomadas.”. Por isso os grupos não devem ser evitados e a comunicação interna deve acompanhar sua movimentação.

Essa formação também ajuda na recepção e integração de novos funcionários, “como entrei na agência esse ano, acabei me aproximando do pessoal mais novo também para conversar e trocar experiências sobre o fato de ser iniciante, compartilhando expectativas e até receios sobre a profissão e o trabalho”.

Mas como tudo tem o lado negativo, esses grupos podem competir com os já previamente estruturados, por isso a comunicação interna deve se atentar para sua formação, seus integrantes e líderes. E para não tê-los contra a empresa, o departamento responsável pode utilizá-los como mais um meio para transmitir suas mensagens de maneira eficaz, assim como faz a empresa de Olavo: “aqui na agência a galera sempre se mostrou bastante solícita para esclarecer dúvidas ou qualquer questão que por ventura apareça. Isso é muito bacana, porque nós que somos novos na profissão e no local de trabalho ficamos por dentro de tudo do que está se passando só com um bate-papo, sem formalidades, mais viáveis no dia-a-dia”.

Dessa forma vemos que apesar dos prós e contras, os grupos informais existem e não podem ser ignorados dentro de uma organização. As pessoas têm necessidades de compartilhar o que sentem, seja sobre o trabalho ou não, e esses assuntos muitas vezes interferem no desempenho profissional. Assim, é importante que esse tipo de comunicação informal também seja observado e analisado a fim de pautar ações internas mais eficientes.

O Conversando sobre comunicação agradece a contribuição dada pelo profissional Olavo Barros para o tema abordado neste post.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Liderança Informal

Por Bianca Ferrari

Muito comumente as organizações se preocupam em manter um canal direto de comunicação com os gestores de cada área, para que eles transmitam a seus funcionários as informações corretas e no tom que a empresa deseja informar. Mas não se pode esquecer os líderes informais, um grupo importantíssimo com quem se deve manter um diálogo simétrico de mão dupla. 

O líder informal é uma pessoa comum, que atrai naturalmente para si responsabilidades de aconselhar, orientar, ouvir, ler, analisar e até mesmo dar a palavra final a respeito de determinado assunto. Seus colegas de trabalho o admiram, confiam e, conseqüentemente, aumentam sua credibilidade. Geralmente esta personalidade é eleita por ter competências técnicas extraordinárias, conhecimento, inteligência, comportamento ético, autenticidade e acima de tudo ótimo relacionamento interpessoal que o leva a transitar tranquilamente entre os mais diversos setores.

O respeito que ele conquista provem também de sua capacidade de manter o espírito de coletividade, o que o aproxima mais dos funcionários. Muitos líderes formais não têm um contato direto com seus subordinados, pois estão inseridos em um cenário mais burocrático, de risco, em que o funcionário teme dizer tudo o que pensa ou não tem coragem de pedir uma opinião com medo de que seus erros possam ser apontados e utilizados contra ele. Já a liderança informal faz parte de uma atmosfera mais descontraída e amigável em que as pessoas o reconhecem por si só, sem nomeações oficiais. 

Devido ao seu alto poder de mobilização e facilidade comunicacional, as organizações devem mapear esses influenciadores e traçar estratégias para tê-los como aliados da comunicação interna. Um líder informal bem amparado comunica com facilidade e leva ao departamento de comunicação as informações necessárias para um bom planejamento de ações.  É importante que a organização os ouça e respeite, sem necessariamente querer transformá-lo em um líder formal, o que pode gerar até um efeito de rejeição perante o público que se reúne em volta dele.

Dessa forma, evidencia-se como a “informalidade” é importante e deve ser levada em consideração para que a comunicação interna de uma empresa seja eficiente, alcançando todos os públicos desejados.

Referência: http://www.administradores.com.br/informe-se/producao-academica/comunicacao-informal/51/